quinta-feira, junho 28, 2007
Sinais
Que droga! As paranóias das grandes cidades chegaram. Temos menos sossego e mais estresse, mais ansiedades. O tempo passou e minha cidade mudou... Já não é mais mais tão minha assim. É irritante, sentir-se tão impotente diante de fatos tão graves. Só mesmo a confiança em Deus para guardar as nossas vidas e trazer paz às nossas mentes.
sexta-feira, abril 20, 2007
Incoerência
Alguns parecem tão perto, mas estão tão longe da verdade.
quinta-feira, abril 19, 2007
The house is down!
É no mínimo curioso ver a OAB tão devotada na defesa das prerrogativas dos advogados e dos princípios constitucionais, exigindo respeito à presunção de inocência (dos ricos e poderosos).
Que graça! Na língua do povo: - Fala séeerio!
E a AJUFE, então:
"A Ajufe também pede a transferência do desembargador para um local menos “insalubre”. No documento encaminhado ao ministro, a associação diz que Carreira Alvim está dividindo cela com cinco outros presos, num espaço anti-higiênico com infiltrações, mau cheiro e um único vaso sanitário.
“A carceragem não assegura ao detido o respeito à dignidade humana, em contrariedade ao disposto na Constituição Federal, na Lei de Execução Penal e nas regras mínimas recomendadas pela ONU, com relação aos direitos do preso.”
Faça-me rir!!! "Local menos insalubre"? Se a carceragem da PF não é digna para o desembargador, que diremos dos milhares de brasileiros amontoados em celas imundas e superlotadas país afora?De qualquer forma, as coisas estão mudando.
terça-feira, abril 17, 2007
Transporte público
Estamos mergulhados num caos urbano porque cada indivíduo quer e precisa ter um carro. Imagine só!
Hoje, ficamos horas parados no trânsito, emitindo sabe-se lá quanto de gases tóxicos e gastando uma infinidade de litros de combustível não renovável. Atrapalhamos nossa vida, geramos estresse, comprometemos o ar e o clima, mas, ainda assim, todos os meses cerca de 3000 carros novinhos chegam às ruas de nossa cidade. E as revendedoras de automóveis, que crescem e se multiplicam, pertencem às famílias do governador e de deputados federais. Estes mesmos que poderiam, mas não precisam, intervir por meio de articulações políticas para desenvolver um transporte público digno, limpo, seguro, eficiente, e suficiente para que a população tenha uma alternativa.
Enquanto isso, o sonho de cada indivíduo dentro de um ônibus é comprar um carro e deixar de sofrer!
Enquanto o transporte público, for o transporte do pobre que não tem outra alternativa, vamos continuar no fundo do poço.
É a orquestração do caos. Diga se não é loucura de mentes fossilizadas?
O cenário fica mais injusto quando verificamos, por exemplo, que o continente africano ( que sofrerá ainda mais com a desertificação de grandes áreas) com seus 800 milhões de habitantes responde por 3% das emissões de gases do planeta, enquanto os EUA (que sempre rejeitou qualquer iniciativa de controle, como por exemplo o protocolo de Kioto) juntamente com a Europa respondem juntos por 70% da emissão de gases.
sábado, abril 07, 2007
Isaías 53: 2-7
Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.
sexta-feira, abril 06, 2007
Três anos e alguns meses depois...
- O mais chato é dividir o banheiro com um homem.
- O mais legal é ter sempre com quem falar.
- O maior problema é não saber cozinhar. Gastamos uma grana comendo na rua.
- O mais importante é ter uma boa faxineira (nem que seja só aos sábados).
- Administro uma lavanderia, sem dúvida. Ainda mancho roupa, e detesto!
- Estabelecer uma rotina é difícil, mas é necessário. Imagino quando se tem crianças...
- Arrumar a casa é algo que se faz todo dia, sempre estamos colocando coisas no lugar (mesmo sendo pessoas organizadas).
- Morar é lutar contra a bagunça: é preciso descartar (doar) objetos, livros e roupas que não se usa mais, ou junta-se muita coisa inútil que vira bagunça e toma espaço.
- Ter plantas dentro de casa é complicado, elas sofrem e algumas morrem.
- Fazer compras semanais é melhor.
- Uma tradição: o café (o lanche) da tarde.
- Manter o bom humor é fundamental.
domingo, março 25, 2007
Vaidade
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa MENTE, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rom.12:2)
Esta semana estive no salão para retocar a beleza. Claro que cuidar da beleza não é algo para ser objetivo da existência de ninguém, mas, aqui e ali, sempre se pode melhorar alguma coisinha. Nessas ocasiões sempre levo um livro pra ler porque, em geral, as revistas trazem as fofocas mais fresquinhas sobre a vida dos artistas das novelas. Sabe lá quem disse que revista de salão é revista de fofoca. Estranho...
Mas, enquanto estive lá, chamou-me a atenção um diálogo absurdo de duas mulheres.
Elas haviam sido colegas de escola, e se conhecem há longos anos. Entendi que eram amigas. Depois de fazerem um check-list do paradeiro de cada ex-colega de sala, a conversa foi tomando um rumo esquisito. Uma apresentava um tema e a outra imediatamente rebatia, tentando mostrar que "o seu era o melhor". Foi assim com o apartamento na Ponta Negra, a casa na Vivenda, o carro, o trabalho, os filhos, o cabelo, a pele, a dieta, a atividade física... Uma disputa acirrada. Eu juro que quase podia ouvir soar o gongo, no encerramento dos rounds.
Não via a hora de sair de lá. Não pelo cansaço, mas pra deixar de testemunhar aquela cena tão patética de duas criaturas tão fúteis. Acredito, sinceramente, que elas sequer se deram conta do quanto chamava a atenção o espetáculo que protagonizavam.
Quando uma delas terminava o serviço no cabelo, uma cena encerrou com chave de ouro. O “cabeleireiro-chefe” passa por ela, para, olha para o cabelo dela e diz:
- Você não fez esse serviço aqui, fez? (referia-se a um serviço anterior)
E ela toda satisfeita com a pergunta responde se exibindo:
- Não, fiz em São Paulo, é uma técnica italiana, uma novidade!
E ele, sem dó nem piedade:
- Ah, logo vi. Seu cabelo tá parecendo chiclete!
Impossível descrever a cara! A pobrezinha ficou desesperada. Ouvir isso, logo ali, na frente da oponente... (Sem hipocrisia, confesso que ri.)
Tudo bem que a vaidade é do ser humano, e ninguém se livra dela, mas, é indispensável um esforço para que a razão domine sobre ela, sob pena de nos orientarmos na vida por um desejo incontrolável de chamar a atenção, de aparecer, e nos entregarmos a uma vida superficial. Agora, não se deixar controlar pela vaidade num mundo dominado pelo materialismo, só mesmo pela Graça de Deus, capaz de dar sentido à nossa vida e nos dar força para continuar tentando viver conforme a sua Palavra.
Eu, particularmente, tenho muita dificuldade de conviver com quem se exibe, e disputa “ser mais” a todo instante. Acho cansativo conviver assim. Não tomo isso por virtude minha, talvez defeito... é apenas como me sinto.